História do Tricot
Fazer tricot é a arte de entrelaçar um novelo de fio, e transformá-lo numa peça de tecido, utilizando agulhas.
Investigadores dizem que o tricot poderá ser originário do Médio Oriente, e que esta técnica foi introduzida na Europa via Mediterrâneo.
Na maior parte das culturas europeias, o tricot era utilizado para criar peças de vestuário necessárias para protecção dos elementos. As diferentes áreas de produção de lã foram desenvolvendo diferentes estilos de tricotar. Por exemplo, o xaile Shetland das ilhas Shetland – um xaile finamente tricotado do século XVII, e as camisolas com “torcidos” que tiveram origem na Irlanda.
Durante tempos de mudança económica e social, a arte de tricotar foi utilizada não só em portos de pesca, mas também por agricultores e respectivas famílias como suplemento dos seus rendimentos.
O início da exportação de roupa de lã remonta ao século XVII, com roupa exportada pela ilhas Channel para providenciar à indústria piscatória roupa prática e quente.
Com a revolução industrial, o fabrico da lã e da roupa passou a ser feito em fábricas e deixou de ser feito em casa. As pessoas que antes tricotavam em casa eram agora empregadas nas fábricas. As peças manufacturadas não conseguiam competir em preço e disponibilidade com as peças fabricadas
No tempo da rainha Vitória, tricotar tornou-se numa arte para as senhoras da sociedade. Parece que mesmo a rainha Vitória tricotava. Tricotar tornou-se mais num hobby do que em produção caseira, como antigamente. Agora que a classe média/alta tricotava, começaram-se a escrever os modelos e a distribui-los.
Durante a segunda Grande Guerra, havia falta de lã e de muitas outras coisas, as pessoas desfiavam camisolas antigas para reutilizarem o fio. As mulheres contribuíam com uniformes e pensos para as tropas na linha da frente. Quando a guerra acabou, ainda era tudo racionado e o tricot manual era utilizado como forma de melhorar as roupas.
Nos anos 50, a variedade de cores e tipos de lã tornaram o tricot numa ferramenta moderna de melhorar o guarda-roupa e a casa.
A roupa tricotada passou pelas grandes mudanças na moda dos anos 60 e 70. O twinset, uma camisola de manga curta combinada com um cardigan foi um modelo muito popular e existiam muitos modelos disponíveis para as mulheres poderem criar as suas próprias roupas.
O ponto mais baixo do tricot terá sido no fim dos anos 70, inicio dos anos 80, com as camisolas de padrões demasiados garridos. Este foi o começo da decadência temporária do tricot. Com os movimentos feministas em alta, os hobbies que eram vistos como apenas femininos, tais como a costura e cozinhar já não eram consideradas modernos.
A disponibilidade de roupa produzida em massa e a baixo custo fez esta arte desnecessária e tornou-se em algo que apenas as avozinhas faziam para passar o tempo, nunca uma mulher moderna com uma carreira.
Nos anos mais recentes, parece que ter havido algo que fez reavivar o tricot e a costura. As celebridades são vistas a tricotar, e o artesanato já não é visto como uma tarefa sexista que remete a mulher apenas para casa.
Os pontos principais são a liga e a meia e podem ser utilizadas de inúmeras maneiras criando peças fantásticas. A todo o momento surgem técnicas e ideias novas e qualquer um é livre de aprender e experimentar.

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